A Dura e Triste Realidade de um País Sem Referência

Não há prazer algum em dizer o que vou dizer. Nenhum.
Quem me conhece, quem já conversou comigo pessoalmente, sabe da minha seriedade e da tristeza que carrego quando falo sobre o que se tornou este país.
Não falo por raiva, nem por vaidade — falo por dor. Dor de quem ama o Brasil, de quem ainda acredita nas pessoas e sente, todos os dias, o peso de ver essa nação afundando nas próprias contradições.
É duro admitir, mas é a pura realidade: o Brasil perdeu a sua referência.
Famílias que antes eram sólidas, que se sustentavam na base do respeito, da fé e da honestidade, hoje se desmancham diante da inversão de valores. As famílias formadas até as décadas de 80 e 90 ainda carregavam um alicerce firme, mas dali em diante, tudo começou a escambar.
A estrutura familiar foi sendo corroída, e com ela vieram abaixo as referências morais e espirituais que sustentavam o país.
Os líderes religiosos, outrora guardiões da fé e do exemplo, também perderam o rumo — e não poderia ser diferente, porque eles vêm das mesmas famílias que se desestruturaram.
Os líderes políticos, por sua vez, já não têm o pudor que alguns poucos ainda demonstravam no passado. Hoje, o poder parece ter se tornado um negócio de conveniência, uma vitrine de ego, onde o interesse coletivo é apenas uma palavra bonita para encobrir a ganância e a corrupção.
E as leis?
Ah, as leis… essas que deveriam proteger o cidadão e preservar a moral, tornaram-se instrumentos de destruição. São leis que não educam, não corrigem, não orientam — apenas destroem.
Leis absurdas, inúteis, criadas para desorganizar o que ainda resta de ordem e punir quem insiste em ser correto.
Leis que servem para favorecer os maus e sufocar os bons.
O resultado é esse país ferido, onde o justo é tratado como vilão e o corrupto é exaltado como herói. Um país onde o trabalhador é punido e o mal-intencionado é aplaudido.
Vivemos o tempo da inversão total de valores — quando quem destrói a família é aclamado como “moderno”, e quem defende a ética e a fé é tachado de “retrógrado”.
Estamos transformando seres humanos em zumbis sociais: pessoas sem rumo, sem crença, sem alma.
E tudo isso dói.
Dói porque o Brasil é um país bom, um povo bom, com famílias que poderiam ser o alicerce de uma grande nação.
Mas essa esperança vai se perdendo, pouco a pouco, na lama da imoralidade e do desrespeito.
Neste editorial, deixo registrado um coração apertado, mas uma consciência limpa, diante de Deus e dos homens.
Que estas palavras sirvam para provocar reflexão, para fazer com que cada um pense no que pode fazer para mudar o rumo de uma sociedade que parece ter esquecido quem é.
Assina: Mário Plaka



