Opinião e Análise

A Hipocrisia do Tráfico e o Teatro Vermelho da Inversão Moral

Enquanto traficantes são tratados como coitadinhos, é o povo honesto quem paga o preço da destruição. É o trabalhador encurralado, o pedreiro esmagado na parede, o cidadão refém de um sistema que inverte a lógica da justiça e da moral. Enquanto países sérios enfrentam o tráfico como uma guerra real, o Brasil prefere transformar criminosos em mártires e viciados em bandeiras políticas. Na Indonésia, o presidente Joko Widodo não tem meias palavras: “A guerra contra a máfia das drogas não pode ser feita com meias medidas, porque as drogas verdadeiramente arruinaram a vida de usuários e de suas famílias. O potencial de destruição de um traficante só pode ser medido pelas vítimas do seu negócio.” Lá, quem trafica morre pelo próprio veneno. Aqui, quem trafica ganha documentário, advogado de luxo e militância gratuita. Enquanto a Indonésia extirpa o mal, o Brasil o legaliza pela narrativa. Somos o país com o maior número de viciados em crack e o segundo maior mercado consumidor de cocaína do planeta. Segundo a Polícia Militar de São Paulo, 80% dos crimes urbanos têm alguma ligação com o tráfico de drogas. São 20 mil mortos por ano e apenas 5% dos dependentes conseguem se recuperar. Quer entender o tamanho do mal que um traficante causa? Pergunte a quem perdeu um filho, uma mãe ou um irmão para o vício. No ano 2000, o brasileiro Marco Archer, preso na Indonésia por tráfico, chorou diante da pena de morte. Mas antes de vender drogas no exterior, ele já havia vivido o inferno dentro de casa: seu irmão, Sérgio, espancava a própria mãe para sustentar o vício — até morrer de overdose. Mesmo assim, Marco escolheu ser mercador da desgraça, vendendo a mesma destruição que havia arrasado sua família. Se fosse preso no Brasil, seria tratado como vítima do “sistema opressor”. Mas foi pego em um país sério, onde a lei não é piada e a justiça não pede desculpas ao criminoso. Aqui se faz, aqui se paga.

E é justamente aí que entra a hipocrisia. No Brasil, um socialismo de botequim defende bandidos e pisa no povo. É um comunismo de palanque — não o comunismo real dos livros —, um teatro vermelho onde o criminoso é herói e o trabalhador é opressor. O ex-presidiário que hoje comanda o país mostra toda sua “solidariedade” ao ladrão de celular, chama a polícia de inimiga e trata traficantes como vítimas sociais. É o mesmo que defende o aborto, pede o esvaziamento das cadeias e chama o assassino de “pessoa em processo de ressocialização”. E quando o seu amigo narcotraficante internacional, segundo os Estados Unidos, se esconde em bunker subterrâneo fugindo da justiça americana, ele se apressa em atacar os EUA, dizendo que caçar traficantes é “coisa de imperialista”. É o cúmulo da inversão moral: agora o bandido é o oprimido e a lei é o vilão. Essa é a doutrina disfarçada de “inclusão social”, o velho truque da esquerda para corromper a lógica do bem e do mal. É a ideologia que, em nome da liberdade, destrói a ordem; que, em nome dos “direitos humanos”, mata o direito à vida do cidadão honesto. Como bem observou uma repórter da Jovem Pan: “Por trás de cada viciado, há mães espancadas, avós agredidas, famílias destruídas e trabalhadores que perderam tudo para o vício.” Mas, para a esquerda, os responsáveis por tudo isso são inocentes. E o policial que arrisca a vida para combater o tráfico é o verdadeiro vilão da história.

Não é coincidência que, quando o ex-presidiário foi eleito, houve festa nos presídios. Eles comemoraram porque entenderam: o comando do país agora fala a língua deles. É o governo que solta quem mata, que protege quem rouba e que humilha quem trabalha. É o governo da inversão, onde o criminoso tem direitos e o cidadão tem medo. E talvez por isso as pesquisas que o colocam na frente sejam feitas dentro das cadeias ou na porta delas. Enquanto isso, o povo honesto continua pagando o preço. Trabalhadores que lutam para criar os filhos, famílias destruídas pela violência, mães que choram diante do corpo de um filho perdido para o crack — todos tratados como “danos colaterais” de uma política que abraça o crime e despreza a virtude. Esse é o retrato de um país que perdeu o juízo moral e o senso de justiça, um país onde a ideologia substituiu a verdade e onde a piedade virou cumplicidade com o mal. Enquanto houver quem defenda o indefensável, o Brasil continuará sendo refém do crime.

— Mário Caetano – Mario Plaka

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