Chefe do FBI alerta para agressividade inédita das ameaças chinesas

O diretor do FBI alertou para o aumento sem precedentes das ações agressivas da China contra os Estados Unidos, afirmando que a ameaça oriunda do Partido Comunista Chinês (PCCh) está mais audaciosa e danosa do que em qualquer outro momento da história recente. Em um discurso realizado na Biblioteca e Museu Presidencial Ronald Reagan, na Califórnia, foi destacado que a espionagem e o roubo de propriedade intelectual por parte de hackers alinhados ao regime chinês alcançaram um volume alarmante, exigindo respostas imediatas das agências de segurança americanas.
Christopher Wray, diretor do FBI, revelou que há atualmente mais de 2 mil investigações em andamento vinculadas a tentativas do governo chinês de se apropriar de informações estratégicas e tecnológicas dos Estados Unidos. Segundo ele, “não há nação que represente uma ameaça mais ampla às nossas ideias, inovação e segurança econômica do que a China”. A dimensão dessas operações é tamanha que o FBI precisa iniciar uma nova apuração a cada doze horas, diante da frequência quase diária dos ataques cibernéticos.
O avanço da China nesse campo não é algo recente, mas o grau de ousadia e a sofisticação empregada pelas suas redes de hackers atingiram níveis inéditos na última década. Desde que assumiu a direção da agência em 2017, Wray tem destacado a gravidade dessa ameaça, que hoje se manifesta de forma mais explícita e prejudicial. Ele enfatizou que é fundamental que o governo e a sociedade civil norte-americana se unam para enfrentar esse desafio de maneira eficaz e coordenada.
Esses ataques coordenados fazem parte de uma estratégia econômica abrangente, conhecida como “Made in China 2025”, que visa posicionar o país asiático como líder global em dez setores-chave da manufatura de alta tecnologia. Para alcançar esses objetivos, o regime chinês montou um programa hacker massivo e altamente sofisticado, que supera, em escala e complexidade, as iniciativas de outros Estados. Além disso, a cooperação entre agentes do Estado e cibercriminosos privados potencializa ainda mais o alcance dessas ofensivas.
Wray também chamou atenção para um aspecto menos comentado, mas igualmente preocupante: a tentativa do PCCh de influenciar e corromper políticos americanos. Segundo o diretor, o regime busca minar a integridade dos líderes ocidentais por meio de intimidação e compra de consciências, o que representa uma ameaça direta à soberania e à democracia dos Estados Unidos.
Em um contexto político mais amplo, esses ataques chineses ilustram um cenário geopolítico em que a China emerge não apenas como concorrente econômico, mas como um inimigo estratégico que desafia os valores e instituições liberais ocidentais. Essa postura agressiva e coercitiva do PCCh reforça a necessidade de políticas robustas de defesa cibernética, além de esforços diplomáticos que visem conter o avanço expansionista e autoritário de Pequim.
Diante desse quadro, a resposta americana precisa ser firme e integrada, combinando inteligência, tecnologia e alianças internacionais para barrar o avanço do PCCh. O alerta do diretor do FBI serve como um chamado à vigilância constante e à mobilização contra uma ameaça que ultrapassa os limites convencionais da guerra e da competição econômica, ameaçando diretamente a segurança nacional e a liberdade do mundo ocidental.



