Guerra declarada: o Brasil em colapso moral

Será mesmo que foram só 64 mortes nesse ataque que continua? É difícil acreditar. Porque o que vemos é muito mais que números — é um país em guerra.
Numa guerra verdadeira, existe o cessar-fogo. Mas aqui, não. Aqui o fogo é contínuo. E está à prova — na Faixa de Gaza, na Ucrânia e Rússia, e também no coração do Brasil, onde a guerra é de narrativas, uma guerra de versões, de defesas e acusações. Uma guerra silenciosa que mata todos os dias, onde o inimigo veste gravata, farda, ou simplesmente a farda da sobrevivência.
Morreram inocentes. Morreram trabalhadores. Morreram homens que lutavam pela segurança pública, heróis que saem de casa sem saber se voltam, porque enfrentam o pior do sistema: vítimas do vício, vítimas da negligência, vítimas de um Estado que empurrou crianças e jovens para o mundo do crime — um mundo sem saída e sem volta.
E quando o crime se torna rotina, o país entra em colapso social.
Isso tudo acontece por falta de lideranças verdadeiras, homens e mulheres que tenham base familiar, fé e princípios, que entendam o valor da lei e do dever, não apenas dos direitos.
O que vemos hoje são partidos e grupos políticos defendendo o indefensável — defendendo bandidos, narcotraficantes, ditadores e corruptos. Gente que protege ladrões de celular e também os ladrões de colarinho branco, que saqueiam Correios, INSS, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Defendem traficantes nos palácios e fingem não ver o trabalhador sendo massacrado nas ruas.
É triste, mas basta pesquisar na internet e ouvir discursos em plenário: há quem admita, de dentro do próprio Legislativo, que ali estão representantes de facções criminosas.
Isso assusta, revolta e fere o que ainda resta de esperança no povo brasileiro.
Enquanto isso, as famílias vivem sob o terror.
Famílias expulsas de casa por “vítimas dos traficantes” — como diz o próprio presidente da República.
Sim, as vítimas dos traficantes agora mandam, ditam regras e impõem medo.
E a pergunta é inevitável: que país é esse? Para onde estamos indo?
Mas a resposta está dentro de cada um de nós.
Tudo isso tem um culpado: o eleitor analfabeto político.
Aquele que estufa o peito e diz: “Eu não gosto de política.”
Pois saiba, você que diz isso: é na política mal feita que nasce a prostituta, o drogado e o criminoso.
É na omissão política que o mal cresce, que a corrupção se fortalece, que o tráfico se alimenta e que o Brasil desaba.
Quando você se cala e se afasta do debate, você se torna cúmplice da tragédia nacional que estamos vivendo.
Que Deus tenha misericórdia dos nossos heróis fardados e das famílias que sofrem.
E que a verdade um dia vença o caos instalado neste país.
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Mário Plaka



